domingo, 12 de abril de 2009

SALVEM OS SACHÊS DE CONDIMENTOS!



Muito me incomoda o péssimo uso que vários estabelecimentos de alimentação fazem dos sachês de condimentos (ketchup, mostarda, maionese, açúcar, sal, adoçante etc.). Quando se distribuem sachês de condimentos sem que os clientes peçam, muitos sachês acabam indo inteirinhos e fechadinhos para o lixo. Acontece bastante onde se serve fast-food, mas não somente lá.

Um caso dos que mais me irritam é o de restaurantes e confeitarias que servem café com dois sachês de açúcar e dois de adoçante no pires. É desperdício garantido: como quem usa adoçante não usa açúcar e vice-versa, pelo menos dois sachês irão para o lixo. Não sei onde está com a cabeça quem acha normal ficar jogando sachês de condimentos fora e não vê que é absurdo que se produza e embale comida para ir para o lixo.

A matemática do desperdício

Uma lanchonete onde, a cada dia de funcionamento, sejam jogados fora 10 sachês de 7 g de mostarda fechados, em 15 dias terá desperdiçado mais de 1 kg de mostarda!

Além da comida, desperdiçam-se o plástico e as tintas das embalagens e toda a energia gasta para fabricar, embalar e transportar o produto. Enfim, causa-se muita poluição para produzir algo que irá diretamente fazer mais volume nos lixões.

Possíveis soluções da parte dos estabelecimentos

1) Deixar os sachês à vontade dos clientes, arrumados em recipientes, em cima do balcão ou das mesas, assim só quem for usar pegará.

2) Não sendo possível deixar os sachês à vontade dos clientes, pode-se instruir os funcionários a perguntar aos clientes se desejam condimentos, em vez de distribuí-los automaticamente.

Possíveis soluções da parte dos consumidores

É um pouco difícil para os clientes contornar a situação. Se você tenta devolver os sachês que não usou, os funcionários do local costumam fazer uma cara de espanto tão grande que parece que você se transformou num Smurf e está perguntando pelo Gargamel. Sem contar que muitos devem receber os sachês de volta e jogá-los no lixo, por preguiça de guardar.

Em lanchonetes, o jeito que eu encontrei foi recusar os sachês antes de serem colocados na minha bandeja, assim o atendente já os põe para outra pessoa e eu não preciso devolvê-los depois, sob olhares de espanto. Os que vem em entregas a domicílio eu junto e dou à faxineira, já que ela os usa. Só ainda não consegui resolver o problema do café. Vou fazer o quê? Tirar do pires os dois sachês de adoçante, colocar na mão do garçom e dizer “Toma! Leva de volta e guarda!”? Talvez devesse, mas não tenho coragem, pareceria grosseiria minha. Daqui a uns 20 anos, quando eu já estiver consideravelmente mais ranzinza e me importando menos com opiniões alheias, talvez eu o faça. :P

quarta-feira, 4 de março de 2009

HEPATITE E ECONOMIA DE ENERGIA NA MANICURE


A notícia tem um mês, mas vale a pena comentar. Um estudo realizado pela Secretaria da Saúde de São Paulo teve como resultado que, de 100 manicures/pedicures examinadas, 10 portavam o vírus da hepatite. Supõe-se que, por não saberem o modo correto de esterilizar o material, essas profissionais acabem se contaminando e repassando a contaminação a outras clientes. (Clique aqui para ler a matéria na Folha Online - com direito a manchete sensacionalista que extrapolou para toda a cidade de São Paulo o resultado obtido com n = 100).

Não devemos ver as manicures como vilãs, pois, geralmente, são vítimas da ignorância, mas, também, não devemos confiar nossa saúde a elas. Compre seu próprio material de manicure/pedicure e o leve sempre que for fazer as unhas. Eu tenho o meu.

Se todo mundo levasse material próprio, além de ficarem todos protegidos de contaminações, haveria economia de energia, pois os salões não precisariam manter estufas e autoclaves para (fingir que conseguem) esterilizar o material. Além disso, menos pessoas doentes significariam menor consumo de remédios e material hospitalar. Menor consumo gera menos lixo e acaba levando a menor produção, causando menos poluição. Em última análise, cuidar da própria saúde é uma forma de cuidar do planeta. ;)

Sugestões do que incluir no seu kit de manicure/pedicure:
  • Dois alicates de cutícula
  • Um alicate de cortar unha
  • Duas espátulas
  • Lixas
  • Esmaltes e removedor de esmaltes (prefira os sem acetona)
  • Palitos
  • Creme amolecedor de cutículas.

domingo, 1 de março de 2009

JOGADORES DE WII E ADEPTOS DE MP3 PLAYER UNI-VOS... E USAI PILHAS RECARREGÁVEIS!


Gosto de videogame desde que ganhei um ATARI 2600, com cinco anos de idade. Já de música, que eu me lembre, gosto desde que, com uns três anos, ouvi Sunshine on My Shoulder (John Denver), no rádio-relógio da minha mãe. Quando estou longe do mar (a maior parte do tempo, infelizmente), jogar videogame e ouvir música são a minha forma de espairecer e recuperar o ânimo, além de me fazerem pensar melhor. Sendo assim, não abro mão do meu Wii nem do meu mp3 player, mas, também, não abro mão do meu planeta e não quero escangalhá-lo consumindo e jogando no lixo milhares de pilhas.

A legislação (Resolução 257, de 30 de junho de 1999, do CONAMA) permite que pilhas dentro de determinados padrões (Art. 6º) sejam descartadas no lixo comum, desde que destinado a aterros sanitários licenciados (Art. 13º). Porém, a verdade é que, em um país onde quase tudo é negligenciado pelo governo e a miséria é tanta que há muita gente vivendo de catar lixo, não dá para ter certeza de onde nosso lixo está indo parar, nem como está, de fato, sendo tratado, supondo-se que chegue ao tal “aterro licenciado”. Também não sabemos quais pilhas estão de acordo com a legislação, pois os teores de metais não costumam ser informados nas cartelas.

A solução que encontrei foi usar pilhas recarregáveis em tudo, nos Wiimotes, no mp3 player, nos controles remotos da TV e do DVD player e até no relógio de parede. As de boa qualidade custam em torno do quádruplo das pilhas comuns, mas podem ser recarregadas por cerca de mil (!!!) vezes, de modo que compensam, e muito, o custo. Há coisa melhor do que economizar dinheiro e, ao mesmo tempo, contribuir para preservar o mundo? :)

Apesar de eu ser adepta fervorosa das pilhas recarregáveis, há, aqui em casa, já usadas, algumas pilhas comuns, que não comprei, vieram com aparelhos novos. Eu as estava guardando, bem embaladas em plástico, porque não queria jogá-las no lixo comum. Acabei de descobrir que o Banco Real tem um projeto de reciclagem de pilhas, com postos de coleta – “Papa-pilhas” – em várias agências. Os “Papa-pilhas” servem, também, para pilhas recarregáveis esgotadas e outras baterias pequenas. Vou procurar um, na semana que vem. Depois conto se encontrei.

Onde comprar pilhas recarregáveis e carregadores:
  • em elétricas e eletrônicas;
(As marcas e preços são diversos. Quando comprei, há uns três anos, estava com pouco dinheiro e optei pelas marcas mais baratas de pilhas e carregador. Funcionam perfeitamente até hoje.)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

VENDENDO COISAS COM DEFEITO

É possível vender coisas com defeito! Já vendi, no Mercado Livre, dois celulares com defeito, uma fonte de videogame queimada e uma geladeira com vazamento de gás. É claro que falo de vender com honestidade, não de enganar os outros. Todos os meus anúncios relatavam o defeito dos objetos, que foram comprados por gente interessada em consertá-los e os revender, ou em usar suas peças para consertar equipamentos iguais, que também acabam sendo salvos de ir para o lixo.

Em vez de fazerem mais volume nos lixões, já imensos e de crescimento incontrolável, os objetos defeituosos podem lhe render um dinheirinho, não os jogue fora. Experimente anunciá-los barato em sites de venda na internet, como Mercado Livre, http://www.mercadolivre.com.br, e Que Barato, http://www.quebarato.com.br (a vantagem do primeiro é ser mais organizado, a do segundo é ser gratuito, sem cobrança de comissão ou taxa de anúncio). Para quem não ganharia nada jogando no lixo, qualquer trocado que vier é lucro. Só o fato de evitar fazer mais lixo já é lucro. ;)