domingo, 6 de setembro de 2009

Nem gripe suína, nem hepatite.


Não gosto de gente que enche os outros de recomendações, mas não faz nada do que recomenda (o mau e velho “faça o que eu digo, não o que eu faço”). Eu faço o que eu falo.

Seguindo minhas próprias recomendações, da postagem sobre a gripe, fiquei em São Paulo por um mês e não peguei nem resfriado (sim, eu sei que é outro tipo de vírus!). Estou vacinada contra a gripe comum, usei meu Vick 1ª Proteção sempre que tinha de ir a lugares com muita gente, tomei minhas vitaminas (devidamente receitadas por nutricionista), lavei mãos e rosto com freqüência, procurei dormir bem etc. E, seguindo minha recomendação de ter um kit pessoal de manicure, levei o meu na viagem.

Por falar em gripe suína, tenho que comentar que, quando estive em São Paulo em maio, era um tal de gente espirrando e tossindo abertamente nos lugares públicos e agora, em agosto, o número de tosses e espirros que eu observei foi bem menor. Parece que as pessoas realmente entenderam e levaram a sério o “se estiver doente, fique em casa”. Se for isso mesmo, estão de parabéns!

Espero que os bons hábitos de higiene permaneçam depois que já não se falar mais em gripe suína, pois evitam a disseminação de várias outras doenças que estão por aí há séculos e matam mais que a gripe suína, como a tuberculose.

Voltei.

Depois de longos meses sem escrever, estou aqui de volta, tentando me educar a não deixar que certas expectativas atrapalhem o resto das coisas que eu faço.

Desde maio estou tentando conseguir uma bolsa de pós-doutorado. O processo de concessão de bolsas de agências de fomento de pesquisa é sempre demorado, visto que passa por várias análises. Mesmo sabendo disso, não consigo deixar de ficar ansiosa, contando os dias! Até aí, tudo bem. O problema é que deixei essa expectativa me ocupar tanto os pensamentos que acabei me distanciando dos meus outros interesses e compromissos. Isto é o que eu preciso aprender a não deixar acontecer e essa postagem é meu primeiro exercício. O primeiro de muitos, como diriam os Worms (Armagedon). :)


sábado, 2 de maio de 2009

Escapando da gripe suína (e de qualquer outra)


1 – Compre Vick Primeira Proteção e use sempre que for a lugares cheios, fechados, ou que, por algum outro motivo, você considere arriscados.

Não se trata de um medicamento, mas de uma barreira contra infecções por via nasal. É uma solução contendo microgel, que se aplica no interior do nariz. “O gel imita o muco nasal e age para isolar os vírus, impedindo que entrem em contato com as células do local, infectando-as” (http://www.primeiraprotecao.com.br/site/default.asp). Foi desenvolvido contra resfriados, mas eu acredito que haja uma boa chance de colaborar para evitar outras infecções virais, como a gripe.

2 – Vacine-se contra a gripe comum.

A vacina contra gripe pode ser encontrada em clínicas particulares de vacinação por cerca de R$50,00. Como o vírus da gripe suína não deixa de ter alguma semelhança com o da gripe comum, estar vacinado contra a comum pode ajudar a lhe proteger contra a suína. Antes de tomar a vacina, telefone a seu médico para confirmar se não é contra-indicada a você, e tire suas dúvidas no sítio: http://www.vacinacontragripe.com.br .

3 – Se você estiver disposto(a) a não se incomodar com olhares dos outros, use máscara em qualquer vôo comercial que pegar, até o risco de pandemia passar.

Viajar de avião é bem insalubre, porque o ar não se renova durante o vôo. Eu terei de viajar a São Paulo em breve e acho que irei de máscara. Se algum desconhecido se atrever a vir me aborrecer por causa da máscara, mandarei cuidar da própra vida (no mínimo). Sim, os vírus são bem menores que os poros da máscara e, teoricamente, poderiam atravessá-la. Só que as gotículas de saliva e secreção expelidas nos espirros e tosses das pessoas costumam ser maiores que os poros da máscara e não a atravessam, por isso a máscara ajuda a evitar o contágio.

4 – Durante o período de risco de pandemia, evite ir a lugares cheios e fechados sem necessidade.

Em tempos de gripe suína, em vez de ir ao cinema no shopping, você pode receber os amigos em casa e assistir a um video.


As próximas são coisas bem simples que todos sabem, mas nem todos fazem. Se quiser mesmo proteger-se, comece a se disciplinar quanto ao seguinte.

5 – Lave as mãos e o rosto logo que chegar da rua.

Assim você retira a contaminação que sua pele pegou na rua e evita que essa contaminação acabe passando da pele para suas vias aéreas.

6 – Sempre lave as mãos antes de comer.

Comer sem ter lavado as mãos pode fazer você pegar a gripe de quem tossiu ou espirrou na mão e, com a mesma, segurou um corrimão, uma maçaneta, etc., antes de você. Eu sei que, muitas vezes, na rua, não temos onde lavar as mãos, mas tente dar um jeito. Ande com lencinhos úmidos ou desinfetantes de mãos na bolsa, ou não coma na rua, sei lá, pense num jeito.

7 – Durma bem, alimente-se bem e faça exercício moderado diariamente.

As três coisas vão melhorar seu sistema imunológico, que ainda é sua melhor “arma” contra qualquer doença. Eu disse exercício moderado porque exercício exaustivo pode enfraquecer o organismo, em vez de ajudar a proteger.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

FAQ (sobre o blog)

1) Qual é o objetivo do blog?

Os principais objetivos são:

- evidenciar como cada pequena coisa do nosso cotidiano afeta o ambiente;

- mostrar que mudanças bem simples nos nossos hábitos podem contribuir para minimizar a destruição ambiental, o que aumenta nossa qualidade de vida, já que estamos inseridos no ambiente;

- mostrar que as pequenas mudanças de hábitos que contribuem para a preservação ambiental contribuem também para poupar nosso dinheiro;

- deixar claro que os maiores interessados em preservar o ambiente somos nós mesmos, os humanos, que dependemos completamente do ambiente.


2) Por que você se diz “dona do planeta”?

Porque eu sou. :)

A maioria das pessoas só consegue se importar com o que considera seu (o que, na minha opinião, é natural). O problema começa quando as pessoas enganam-se achando que só o apartamento ou a casa onde vivem é delas e que o resto do mundo é dos outros, portanto, não importa. Ao me declarar dona do planeta abertamente, confesso que eu quis provocar nas pessoas um “Hei, que história é essa de dona do planeta??? Se o planeta é seu, é meu também!”, na esperança de que mais gente venha a perceber que o planeta é delas, logo é do interesse delas mantê-lo nas melhores condições possíveis.


3) Por que você considera que a realidade é que as pessoas não vão deixar de buscar conforto e prazer em nome do ambiente?

Porque, como a maioria dos animais (se não todos), nós nascemos “programados” para buscar prazer e conforto imediatos. A busca por boas sensações contribui para os animais escolherem o melhor para sua sobrevivência. O excepcional desenvolvimento sócio-cultural alcançado pelos humanos modificou a gama de coisas capazes de nos dar boas sensações, mas o ímpeto de buscá-las permanece ligado ao instinto de sobrevivência.

A ligação ao instinto de sobrevivência é que torna tão difícil conseguirmos deixar de buscar prazer e conforto imediatos. Algumas pessoas o conseguem, mas não são a maioria. Temos que contar com o que é possível para a maioria. Cobrar das pessoas coisas que elas não têm condições de fazer só serve para desmotivá-las. O objetivo aqui é justamente o contrário: motivar as pessoas mostrando que é possível colaborar sem fazer grandes sacrifícios.


4) Todos os textos são seus ou você “copia e cola”?

Os textos são meus. Se eu resolver copiar alguma coisa, virá entre aspas e com a fonte citada. Se eu resolver mencionar idéias de outros autores usando minhas próprias palavras, as fontes também serão citadas. Além de condenar o plágio, faço questão de divulgar os nomes daqueles cujas idéias e palavras eu admiro. Quando não houver citações de fontes é porque não utilizei nenhuma, apenas escrevi o que penso e qualquer semelhança com algo que você já tenha visto terá sido mera afinidade de pensamento. :)


5) Já que você não consegue postar todo dia, às vezes nem toda semana, por que não chama mais gente para escrever?

Porque não sei de ninguém interessado. Se você souber, é só me mandar um e-mail. :)

domingo, 12 de abril de 2009

Qual é a semelhança entre a corrupção e a destruição ambiental?


Considerando-se a corrupção e a destruição ambiental em grande escala e de ocorrência sistemática (e se excluindo episódios pequenos e pontuais), a primeira e mais óbvia semelhança entre ambas é que se dão pela ação de gente de mau caráter. Querer o melhor para si é natural, porém achar que se pode prejudicar tudo e todos em nome de seus desejos mais supérfluos é inaceitável e, para mim, chega a configurar uma forma de desequilíbrio mental, visto que demonstra falta de visão da gravidade e das conseqüências dos próprios atos. Mas não é disso que pretendo falar, e sim de uma segunda semelhança entre corrupção e destruição ambiental.

A segunda e menos óbvia semelhança é que, como sentimos a corrupção e a destruição ambiental apenas de modo indireto, tendemos a agir como se esses problemas não nos afetassem. Não há quem não se revolte ao ter a carteira furtada ou uma vidraça de casa quebrada por uma pedra atirada de fora. Entretanto, pouca gente revolta-se verdadeiramente com a corrupção e a destruição ambiental, a maioria as enxerga somente como notícias de jornal chatas e repetidas.

É de fundamental importância que nos treinemos a ver a corrupção como um furto dos nossos bens e a destruição ambiental como a depredação da nossa casa, pois só assim nos motivaremos a agir contra esses crimes, que nos prejudicam infinitamente mais que qualquer carteira furtada ou vidraça quebrada.